25 anos

da

Paróquia de Cristo Rei

DECRETO DE ERECÇÃO DA PARÓQUIA

A comunidade cristã do Vicariato de Cristo Rei, da Vigararia de Almada, desta Diocese de Setúbal, pede para ser erecta a Paróquia do mesmo nome. Atendendo à grandeza da Paróquia de Santiago de Almada, da qual é principalmente formada e à capacidade de evangelização e testemunho de que deu provas no longo período experimental e esperando que, com a sua elevação a Paróquia, melhor e mais eficazmente possa prosseguir os seus objectivos, HAVEMOS POR BEM, pelo presente DECRETO e depois de ouvirmos o Presbitério da Diocese, o Corpo dos Consultores Diocesanos, bem como os Reverendos Párocos das Comunidades Cristãs confinantes, erigir a Paróquia de Cristo Rei, atribuindo-lhe como sede a Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens, situada no lugar do Pragal e nomeando o Rev. Padre Norberto Martins, da Companhia de Jesus, seu primeiro Pároco. À Paróquia são atribuídos os seguintes limites:                                                                    

Norte: Rio Tejo a partir do limite nascente da Paróquia do Monte de Caparica até encontrar uma linha prolongamento do muro poente da cerca do Seminário, contornando-a sempre até à Rua D. Leonor de Mascarenhas.

Nascente: Rua D. Leonor de Mascarenhas até encontrar a Rua Capitão Leitão, que será seguida para poente, bem como a Rua dos Espatários, Rua D. João de Castro até encontrar a Rua Nuno Álvares Botelho que seguirá para sul até cruzar o limite norte da freguesia da Cova da Piedade.

Sul: A partir do ponto do cruzamento atrás referido até ao limite nascente da freguesia do Monte de Caparica, seguindo o limite norte da freguesia da Cova da Piedade.                                                                                                 

Poente: Desde este ponto referido até ao Tejo, seguindo o limite nascente da freguesia do Monte de Caparica. Deste Decreto se dará conta ao Ex.mo Governador Civil do Distrito, ao Rev.mo Vigário da Vara, aos Rev. Párocos vizinhos da nova Paróquia e à Imprensa Diocesana.

 

Setúbal, 21 de Novembro — Festa de Cristo Rei de 1976.

 

Ass. + Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal

 

 

I - Introdução e visão geral

 

Foi na festa de Cristo Rei de 1976 que, o ainda na altura Vicariato de Cristo Rei foi elevado a Paróquia do mesmo nome, em cerimónia realizada no Santuário, sob a presidência de D. Manuel Martins, então Bispo de Setúbal, por decreto que nomeava também como primeiro Pároco o Pe. Norberto Martins, S.J. e estabelecia como sede a Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens (Igreja ou Ermida do Pragal). Concelebraram nessa Eucaristia também os Pe. Luís Rocha e Melo, Pe. José Afonso Marques Pinto e Pe. Pascoal de Frias, todos da Companhia de Jesus.

Significa isto que se completou em 25 de Novembro de 2001, Domingo de Cristo Rei, o 25º aniversário da existência desta Paróquia.

Como “Comunidade de Fieis”, partia de uma realidade já bastante trabalhada e prometedora, acompanhada por diversos Sacerdotes que se sucederam e ainda hoje lembrados:

- Pe. José do Carmo Vicente, que depois de 1950 se empenhou na reconstrução possível da Ermida do Pragal totalmente degradada a partir de 1910, que conseguiu ser devolvida ao culto em 1957.

- Pe. Camilo Neves Martins, que em Maio de 1969 alugou na Rua de Fernão Lourenço um armazém para funcionar como “salão Capela das Torcatas”.

- Pe. Norberto Martins, SJ que a partir de Outubro de 1970, sendo Reitor do Santuário Nacional de Cristo Rei, lançou as bases para a criação do Vicariato de Cristo Rei a 21.05.1972 e para a sua elevação a Paróquia da qual foi nomeado o 1º Pároco. Já em 1973 começara a Celebrar a Eucaristia Dominical numa Capela da Qt. da Filipa de Água e fez as primeiras diligências para se arranjar um lugar de culto na Qt. de S. Francisco de Borja. Também em 1974 promovera a construção de uma pequena capela mortuária anexa à Igreja do Pragal, que ainda hoje funciona como tal e também como sala de catequese quando disponível.

- Pe. José Afonso Marques Pinto, SJ que foi o 2º Pároco nomeado em 23 de Outubro de 1983, e que iniciou o Centro Social Paroquial de Cristo Rei.

 - Pe. José Vicente Martins, SJ que em 10 de Janeiro de 1993 tomou posse como 3º Pároco e que foi o primeiro a residir em S. Francisco de Borja, (até aí residiam na Ermida do Pragal) e que incansavelmente até hoje procura dotar a Paróquia de estruturas absolutamente necessárias para um maior e melhor serviço pastoral e social à população.

Desde 1999 a Paróquia tem contado com a preciosa ajuda da “Comunidade S. Pedro Claver”, comunidade de inserção numa zona de realojamento social, aprovada pelo Bispo de Setúbal em 28 de Abril de 1999. Na Eucaristia da Solenidade de Cristo Rei em 20 de Novembro de 1999, na Igreja de S. Francisco de Borja, perante o Bispo de Setúbal D. Gilberto dos Reis e o pároco da Paróquia de cristo Rei o Pe. Amadeu Pinto, Provincial da Companhia de Jesus, proclamou a inauguração da Comunidade S. Pedro Claver inserida na Paróquia e que ficava a contar com a presença do Pe. Abel Bandeira, SJ e do Miguel Almeida, SJ, que viria a ser substituído em Setembro de 2001 pelo Ir. Abílio Nunes, SJ. Conta também agora com a presença do Pe. Hermínio Vitorino, SJ desde Outubro de 2003 e do Pe. Paulo Teia, SJ desde Dezembro de 2003.

 

A Paróquia de Cristo Rei em estruturas e equipamentos, começava extraordinariamente pobre, com 3 lugares de Culto muito escassos e distantes: Pragal, Torcatas e Filipa de Água.

Pobre e insuficiente continua ainda hoje, embora a cedência de S. Francisco de Borja em 1989 pelo IGAPHE, tivesse melhorado a situação com novas acomodações e novo espaço de culto mais amplo que, não resolvendo a situação, a melhorou significativamente, até que possa chegar-se a uma solução definitiva que venha facilitar não só o que respeita ao trabalho estritamente pastoral, mas também o que respeita ao trabalho social.

Como tudo o que está ao serviço de pessoas, também uma Paróquia tem que reconhecer-se e avaliar-se pelas acções e pelos frutos. Por essa razão, vale a pena apresentar alguns dados relativos à caminhada feita ao longo destes 25 anos já ultrapassados.

 

 

 

Dimensão Pastoral e Social:

Na Igreja do Pragal há atendimento diário (excepto à 2ª feira), de manhã e de tarde, para a solução dos mais diversos assuntos pastorais e encaminhamento de outros para o respectivo ambiente de tratamento, funcionando ai como Matriz que é, tudo o que tem que ver com Secretaria, atendimento de pessoas para organização de Casamentos, preparação de Baptismos, Confissões, chamadas a doentes, etc. dentro dos horários expostos.

Nos Domingos e Dias Santificados celebra-se um total de cinco missas, 10h no Pragal, 11h30 nas Torcatas e 12h30 em S. Francisco de Borja, antecipada aos sábados às 16h nas Torcatas e às 18h em S. Francisco de Borja. Nos dias de semana, de 3ªf a 6ªf, Missa às 18h nas Torcatas e às 18h30 em S. Francisco de Borja com recitação prévia do Terço.

As diversas actividades englobam: Catequese de Crianças e Adolescentes, que totalizam nesta altura 393, acompanhadas por 35 catequistas, Catequese de Adultos, Catecumenato (preparação de adultos para o Baptismo), Grupo de Jovens, Grupos Bíblicos, Comunidade de Vida Cristã (CVX), Legião de Maria, A.O., Visitadores de doentes, Moral e Religião nas escolas, Escuteiros, Apoio fraterno, Centro Social Paroquial de Cristo Rei.

O Centro Social Paroquial atinge actualmente 10 crianças no Berçário, 40 na Creche, 95 no Jardim de Infância, 100 em A.T.L., 30 utentes de Apoio Domiciliário, 375 no Centro Comunitário (jovens, atendimento familiar, apoio escolar, ensino recorrente, judo, ginástica, grupo de entre ajuda...). A condução do Centro é garantida por uma Direcção de cinco elementos voluntários em conformidade com os Estatutos e 66 funcionários assalariados.

Relativamente a actos Sacramentais, os livros de registo atingem nesta data 1754 baptismos, 1048 Primeiras Comunhões, 313 Crismas, 420 Casamentos.

Muitos que passaram à eternidade (para cima de 2000), tiveram também naturalmente a assistência da Paróquia com a mensagem de Fé que nestes casos é sempre dirigida aos muitos familiares e acompanhantes.

Feita esta sumária descrição das actividades Paroquiais virá certamente a propósito lembrar uma passagem da carta dos nossos Bispos de 7 de Outubro de 1984, na qual exortavam os leigos a que na qualidade de Paroquianos, se empenhassem responsavelmente no desenvolvimento da sua comunidade paroquial dando-lhe dos dons recebidos, a oração, o tempo, os bens...não gastando os tempos livres em ocupações ociosas geradoras de banalidade.

Apelo já distante mas bem actual, já que, numa comunidade de Fé ninguém é dispensável e, cada qual a seu modo e segundo os seus dons, tem que concorrer para o bem de todos. E, quando essa Comunidade se chama “Paróquia de Cristo Rei - Pragal” com as carências inibidoras que tem, não podemos ficar insensíveis perante a urgência de tornar possíveis as estruturas projectadas e absolutamente necessárias, tanto a nível do Culto como da Acção Social, das quais mais à frente se fala.

Os Paroquianos de amanhã julgarão a qualidade dos de hoje, conforme a capacidade agora assumida na preparação do futuro!...

 

Temos uma Paróquia dividida em três espaços o que, só por si, dificulta imenso a criação e manutenção do sentido comunitário e de união de Fé que entre todos deve existir, em conformidade com o que tão belamente nos descreve S. Lucas nos actos dos Apóstolos, relativamente ao espírito das primeiras comunidades cristãs.

A extensão da Paróquia que ficou a abranger uma parte significativa da Freguesia de Almada, toda a Freguesia do Pragal e uma parcela grande e muito populosa da Freguesia da Caparica e, sobretudo, a necessidade de três lugares de culto sem nenhum deles ter as condições aceitáveis para atender e acompanhar devidamente a Comunidade como um todo, constituem naturalmente um condicionalismo duríssimo que obriga à busca de soluções, até hoje sempre provisórias, principalmente no que diz respeito a espaços e outro variado equipamento.

E é porque as coisas assim são, que repetidamente se tem falado na necessidade imperiosa de obras, enquanto, em trabalho de secretaria, se vão dando passos concretos, no sentido de poderem ser realizadas o mais depressa possível.

 

 

II – Os três Centros

 

1 - Igreja do Pragal - Matriz

 

Quem atravessando o Rio Tejo no sentido de Almada e ultrapassando a zona de portagem olhe à sua esquerda, verá no cimo da colina acentuada pelo corte da auto-estrada, uma pequena Igreja que sobreviveu aos trabalhos de desaterro que por ali passaram abrindo caminho para Sul. Trata-se da popularmente chamada Igreja ou Ermida do Pragal e, de seu nome original significativamente rico, Ermida de “Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens”. Fachada simples e sóbria, impressiona agradavelmente no seu estilo barroco bem definido e equilibrado, que data da segunda metade do século XVIII. 

Depois da implantação da República, as vicissitudes porque passou foram muitas, chegando a uma degradação e abandono total depois do fogo posto que deixou de pé apenas as paredes despidas de azulejos da época, que as revestiam até cerca de um terço da sua altura. Assim se perdeu todo um interior muito belo de que há ainda alguma memória fotográfica da parte mais nobre do templo, a Capela-mor, um harmonioso conjunto em talha dourada, de altar dianteiro prolongado em altura com o trono do Santíssimo ladeado por esbeltas colunas sobre as quais assenta o fecho em semicírculo com figuras alegóricas e escudete central, num todo de rara beleza. Lateralmente e encimando duas portas de acesso ao trono, à esquerda e à direita, dois nichos bem proporcionados com imagens de Sto António e S. Sebastião e, em plano um pouco mais elevado e ao centro dos degraus que formam o trono, a imagem de “Nª Sª Mãe de Deus e dos Homens”, com o Menino, única peça que foi possível recuperar e reparar.

 

Foi no dia 21 de Novembro de 1976, Domingo de Cristo Rei, que, o até então Vicariato de Cristo Rei foi elevado a Paróquia, ficando como Sede a Igreja de Nª Sª Mãe de Deus e dos Homens, mais conhecida por Igreja do Pragal, da qual estamos agora falando.

 

           Conhecendo a história e havendo evidência fotográfica do conjunto belamente harmonioso da Capela-mor deste templo, valeria a pena sonhar com uma reconstrução aproximada ou mesmo fiel da mesma?

         A pergunta pode soar a um desafio que o actual Pároco Pe. José Vicente Martins deixa no ar e que possa ser captado por algum ou alguns amantes da recuperação da verdade do que um dia foi tão belo e hoje sobrevive na mediania do possível!...

Brevemente, esperamos iniciar obras de restauro de paredes e ampliação de espaços necessários. Mas a Capela-mor devolvida quanto possível à sua originalidade, ficará no domínio do sonho ou, quem sabe, inesperadamente transformada em realidade por algum devoto de “Nª Sª Mãe de Deus e dos Homens”!...

 

A recuperação e dignificação da pequena Igreja do Pragal impunha-se como primeiríssima preocupação. Iniciou-se, por isso, já em 1993 um projecto de remodelação e ampliação de espaços interiores e exteriores, mas tudo o que de concreto se conseguiu até hoje, após mais de 2 anos de diligências feitas para se obter o terreno e a execução da obra assumida pela Câmara Municipal de Almada, foi o largo fronteiro à fachada da Igreja que ficou a ser denominado “Largo Armindo dos Santos”, excelente Autarca como Presidente da Junta do Pragal e inesquecível amigo que a morte levou cedo. O Largo oficialmente inaugurado pela Ex.ma Sr.ª Presidente da Câmara Municipal de Almada, D.ª Maria Emília Neto de Sousa, a 27 de Maio de 2000, trouxe-nos um desafogo e capacidade de estacionamento que até então não existia. Pena foi que na oportunidade, se não tivesse alargado a Rua da Ermida de acesso ao Parque e à Igreja como chegou a estar previsto e depois não aconteceu, por razões ainda hoje desconhecidas.

Estava entretanto nas mãos dos técnicos o trabalho do projecto de recuperação e ampliação do edifício, para que os espaços pudessem aumentar significativamente, e faziam-se também as necessárias diligências no sentido de obter por compra ou dádiva, o terreno imprescindível. Encontrámos para tanto uma abertura e generosidade raras por parte do Sr. Eng. Álvaro António Duarte Diniz Varandas que, em homenagem a sua saudosa Mãe Dª Fausta Maria Duarte Diniz Varandas fez à Paróquia a Doação Graciosa do terreno necessário. A Paróquia de Cristo Rei ficará para sempre com uma enorme dívida de gratidão ao Sr. Eng. Álvaro Varandas que tornou possível a escritura lavrada a 29 de Junho de 2000 e pela qual eram cedidos para construção 290m2 confinantes a nascente com o edifício da Igreja.

Com esta superfície a mais e com a Igreja também escriturada em nome da Paróquia a 20 de Outubro de 1998, uma vez que até essa data não havia qualquer título de propriedade, já era possível passar à fase seguinte, ou seja, à apresentação do projecto total à Câmara Municipal para aprovação e licenciamento.

A aprovação da Câmara tem a data de 18 de Janeiro de 2001 para o projecto de Arquitectura e de 18 de Junho de 2002 para o projecto de especialidade.

Estava aberto finalmente e em definitivo o caminho para podermos concorrer a um subsídio de apoio à construção e, a 23 de Maio de 2001, deu entrada na CCR/LVT a nossa Candidatura que recebeu o número LVT-004/RL/2001.

Dada a urgência da situação, fomos acompanhando o percurso do processo na medida do possível, por telefone, por fax, pedido de audiência ao Sr. Secretário de Estado que se concretizou a 7 de Fevereiro de 2003 com o então Chefe de Gabinete Dr. Paulo Alexandre Coelho e com a presença do Pároco e do “Conselho Paroquial para os Assuntos Económicos”.

Tudo nessa altura parecia relativamente bem encaminhado.

Entretanto...e com alguma surpresa, recebemos a 23 de Junho de 2003 indicações para reformular a Candidatura de acordo com novos impressos, reformulação que foi imediatamente preparada e entregue a 24 de Junho de 2003, ficando agora com o novo número LVT-12/RL/2003-SP1-1ªfase.

O custo da obra está orçamentado nesta altura em €335 000.00; está pedido o subsídio de          €225 000.00, ficando a cargo da paróquia como auto financiamento a importância de  €110 000.00 que a boa vontade de todos ajudará a conseguir.

 

Mas... que se pretende fazer (ou melhorar) no Pragal?

Evidentemente que a fachada da Igreja, renovada e consolidada, ficará igual, nem outra coisa seria aceite. Interiormente porém e exteriormente para nascente e sul, aumentaremos espaços de que tanto precisamos e dentro dos condicionalismos que temos.

O projecto aprovado prevê sumariamente o seguinte:

            1. Ampliação do interior da igreja, não em profundidade mas em largura de forma a duplicar o espaço da Assembleia. Isto significa que a Capela-mor tem que ter um arranjo a condizer, de modo que o Altar possa estar à vista de toda a Assembleia.

No entanto, o grande ganho em superfície tem que ver com as instalações novas a construir nas traseiras e lateralmente à Capela-mor que, em resumo, significarão o seguinte:

            2. Criação de duas Capelas Mortuárias com entrada e sala de espera no espaço que agora constitui a única e pequena Capela: possuirão “todos os quesitos de higiene, salubridade, iluminação, ventilação e funcionalidade requeridos para o bom desempenho do seu objectivo”. Servirão também quando disponíveis, em regime de multiuso para salas de Catequese, reuniões, etc. ...

            3. Criação de uma mini residência Paroquial com hall de entrada, quarto, sala, cozinha e instalações sanitárias.

            4. Criação de uma sala ao nível do piso da Igreja e outra em nível superior, ambas com superfície bastante desafogada e com sentido funcional.

            5. Aproveitamento do desnível exterior para criação de uma sala/cave de actividades e convívio multiusos com acesso exterior.

            6. Implantação de Gabinete e Secretaria ao nível da entrada da Igreja.

            7. Acesso ao coro por meio de uma escada em caracol a partir do interior, sendo a capacidade do coro também ampliada.

Tudo ficaria naturalmente muito mais claro em planta feita na devida escala; no entanto, bastará esta descrição sumária para se entender não se tratar de uma obra simples, e que tudo resultará em ganho significativo relativamente  ao aspecto funcional que se procura resolver.

 

 

2. Torcatas – Sector Oriental (Almada)

 

A “Capela – Salão das Torcatas” que foi inaugurada 4 de Maio de 1969 por D. João Alves então Vigário Episcopal de Setúbal, nascendo assim o Centro de Culto para a população Católica ali concentrada. Sita na Rua Fernão Lourenço, n.º94 B e identificada hoje como “Capela de Nª Sª de Fátima”, continua na sua pobreza e simplicidade a ser testemunho vivo da força e da determinação de uma comunidade que foi inicialmente assistida pelo Pe. Camilo Neves Martins e, a partir de Outubro de 1970 pelo Pe. Norberto Martins, sj. que o substituiu quando ele foi assumir outras funções e que viria a ser o primeiro Pároco da Paróquia de Cristo Rei, na qual a dita Capela está integrada. Já partiram para a Eternidade estes dois pioneiros bem lembrados, levando consigo o crédito do trabalho feito por uma causa que abraçaram com amor. Não iria ser fácil o percurso das Torcatas, havendo mesmo que vencer causa em tribunal contra uma acção de despejo em 1980, até se adquirir a posse do “salão” como património Paroquial em 29 de Abril de 1982. Foi mesmo o 1º edifício a ser adquirido em nome da Paróquia e custou nessa altura a importância de 900.000$00.

 

Mas é claro que os tempos mudam e trazem novas exigências, sendo natural que aquilo que em 1969 foi uma resposta muito válida ás necessidades da comunidade, se apresente desajustada em 2004. E foi mais sentida esta dificuldade, durante vários anos até Novembro de 2003, quando o mesmo espaço teve que servir de armazém de artigos alimentícios a distribuir aos mais carenciados e, simultaneamente, área de culto. Felizmente esta situação foi ultrapassada com a aquisição de novos espaços, mas a Capela como tal, também precisa de conseguir outra dignidade para a celebração dos Actos Sagrados.

 

Também neste aspecto temos bons motivos de esperança com a promessa feita relativamente à “Capela de S. Sebastião” situada no chamado Largo das Andorinhas. De facto, uma vez concluída a restauração condigna em que a Câmara Municipal está há muito a trabalhar, o intuito da Autarquia é devolvê-la à função primitiva para a qual foi construída, podendo assim a zona das Torcatas dispor de um templo mais próprio e convidativo, dentro dos limites da Paróquia de Cristo Rei.

Possa a Câmara ultrapassar brevemente as muitas dificuldades que têm ocasionado um atraso bastante significativo nas obras.

 

Entretanto, mesmo na sua pobreza e falta de condições, a “Capela de N.ª S.ª de Fátima” continua a oferecer aos habitantes da zona o horário mais completo de acompanhamento religioso.

Aí há Missa diária durante a Semana às 18h (excepto na 2ª feira em que a Capela está fechada), recitação do Terço diário antes da Missa, primeira Missa Dominical no Sábado às 16h e segunda Missa Dominical no Domingo às 11h.30, além da catequese e outros grupos que ali se reúnem.

 

 

 

3. – Qt. de S. Francisco de Borja – Sector Ocidental - Caparica

 

A história da intervenção Pastoral no Bairro/ Qt. de S. Francisco de Borja, começou a definir-se gradualmente a partir de 1973, quando a Paróquia de Cristo Rei com os “Bairros” não existia ainda, e a própria Diocese de Setúbal também não.

Foi a 29 de Julho desse ano que o Pe. Norberto Martins, SJ, por motivo de um casamento na Capela de N.ª S.ª da Esperança da Qt. da Filipa de Agua (século XVI), lançou a primeira semente. Com a colaboração dos proprietários da Quinta, ali nasceu a iniciativa de se passar a celebrar ao menos Missa semanal no Sábado à tarde, situação que iria prolongar-se até 1985. Tratando-se de uma Capela pequena de Quinta particular, não era solução de futuro. Constituiu, no entanto, o embrião de uma comunidade de fé em crescimento que encontrou a sua motivação na Eucaristia semanal e, por arrastamento, Catequese às crianças que por ali viviam, Reflexão Bíblica, etc.

Tinha sido entretanto criada a 21 de Novembro de 1976 a Paróquia de Cristo Rei com a Sede na Igreja do Pragal e com limites muito alargados que entravam a Nascente por Almada e a Poente pela Freguesia do Monte da Caparica onde se situa a mencionada Qt. da Filipa de Água.

Começaram a surgir novos Bairros, o “branco” já em 1980, o “amarelo” e o “cor-de-rosa”, integrados no PIA (Plano Integrado de Almada). A pouco e pouco as habitações foram entregues a famílias de fracos recursos, recolhidas de várias partes do país, e muitas delas provenientes do antigo Ultramar Português, aumentando rapidamente a população.

Era necessário um espaço de culto que servisse uma população carenciada de bens materiais e espirituais. Depois de várias diligências feitas pelo P. Norberto Martins, SJ e continuadas pelo P. José Afonso Marques Pinto, SJ e enquanto se negociava com o FFH e se faziam as obras na Quinta de S. Francisco de Borja, completamente degradada, o FFH emprestou à Paróquia de Cristo Rei o armazém situado na R. do Lago, nº8, ainda sem reboco interior e com muitas deficiências que, mesmo assim, oferecia mais facilidades.

A chave foi entregue a 2 de Outubro de 1985 e a primeira Missa foi celebrada no sábado 12 desse mesmo mês, após a recitação do Terço. Logo se iniciou a catequese e outros serviços sócio caritativos.

Com as novas instalações e já dentro de um enquadramento Jurídico Paroquial, começa a haver novas possibilidades juntamente com um empenhamento naturalmente muito maior por força das circunstâncias. Com um espaço bastante mais amplo, melhor situação geográfica relativamente aos habitantes daquela zona, tudo passa a ser mais fácil, embora não deixasse de continuar a ser uma solução provisória. Trata-se de uma loja cedida pelo IGAPHE onde ainda hoje se desenvolvem algumas actividades do Centro Social Paroquial de Cristo Rei (Centro Comunitário, Espaço Lago Jovem, computadores, judo, ginástica, etc.).

Esta situação mantém-se até 1989, com celebração de Missa Vespertina aos Sábados, grupos de Catequese, grupo de reflexão Bíblica, distribuição de roupas aos mais carenciados, etc., uma espécie de Missão em terras de Almada, onde a população se mostrava aberta e predisposta para a formação e acompanhamento Religioso.  

 

A 19 de Novembro de 1989, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Juventude, dá-se um grande salto qualitativo com a entrega da chave da nova “Igreja” saída da recuperação da velha adega e da vacaria anexa ao solar agrícola, onde existia em tempos uma pequena capela, também recuperado, na Qt. de S. Francisco de Borja que se encontrava em estado de total degradação e abandono.         

A recuperação de todo o imóvel e também do pequeno edifício que ficaria para Sede do Escuteiros foi empreendida pelo IGAPHE, sendo o conjunto cedido em regime de comodato por um prazo de 10 anos à Paróquia de Cristo Rei, com contrato celebrado a 22 de Dezembro de 1987.

O custo integral das obras em 1989 foi de 35.125.937$00 (€ 175 207,44) conforme dados cedidos pelo IGAPHE.

 A 1ª Missa aí celebrada foi a da Solenidade de Cristo Rei no sábado 25 de Novembro de 1989.

Não estavam resolvidos todos os problemas da Paróquia de Cristo Rei, mas a sua parcela mais Ocidental, toda ela inserida na Freguesia do Monte de Caparica, podia claramente começar a olhar para o futuro.

O Pároco, Pe José Vicente Martins, SJ que em 10 de Janeiro de 1993 tomava o encargo da Paróquia, muito depressa começou a ver perfeitamente claro que aquela zona, pelas dimensões que já tinha, pelos novos Bairros que se anunciavam e hoje já estão construídos, pela população específica que ali vivia, tinha que começar a preparar o seu próprio destino.

Foi esta evidência que levou à conclusão de olhar decididamente para uma solução de futuro, criando condições para a compra da Quinta e terreno de S. Francisco de Borja, que oferecia excelentes condições para a formação, em devido tempo, de uma nova Paróquia e para as instalações definitivas do Centro Social Paroquial.

Resolvidas muitas dúvidas, ultrapassadas dificuldades que tinham que ver com a incapacidade financeira da Paróquia para fazer a aquisição de um património que acendia a um total de 36.182.212$00 (€ 180 476,11), preparados com o IGAPHE os termos em que faríamos a aquisição de maneira quanto possível suave, e com a devida anuência da Diocese, tomou-se a decisão lógica de adquirir toda a propriedade. Assim a 8 de Janeiro de 1996 celebraram-se entre a Paróquia e o IGAPHE dois Contratos / Promessa de Compra e Venda.

            1. Refere-se o primeiro à chamada Quinta de S. Francisco de Borja com área de terreno de 4700m² e área construída de 653, 70m². O preço de venda da quinta foi de 21.192.112$00 (€105 705,81), tendo-se pago no acto, a título de sinal, a importância de 502.112$00 (€2504,51) e acordando-se nas seguintes condições para pagamento integral:

a) 1.000.000$00 (€4 987,98) durante os primeiros 5 anos.

b) 3.138.000$00 (€ 15 652,28) durante os 5 anos seguintes. Fixou-se a data de vencimento a 15 de Dezembro de cada ano.

            2. Refere-se o segundo ao lote de terreno anexo com área de 6. 957m². O preço de venda deste lote foi de 14.990.000$00 (€ 74 769,80), tendo-se pago no acto, a título de sinal, a importância de 2. 998.000$00 (€ 14 953,96), tendo-se acordado para pagamento integral: - no prazo de um ano a contar da data de celebração do Contrato/Promessa pagamento de 4. 497.000$00 (€ 22 430,94).

O remanescente do preço de venda 7.495.000$00 (€ 37 384,90), será na data da outorga da Escritura Pública.

Estas condições estão a ser escrupulosamente cumpridas, o que significa que, em conclusão, o que falta pagar são duas prestações de € 15 622,28 cada, do respeitante à Quinta e, pelo terreno, no acto da escritura € 37 384,90, ou seja, um total de € 68 689,45.

Assim se iniciou e se está a cumprir o processo de aquisição, na esperança de que em poucos anos a obra pudesse avançar e ser concluída. Com essa convicção se encomendaram os primeiros estudos técnicos e se definiram objectivos, de maneira que a 23.03.1998 estava já aprovado pelo Conselho Directivo do IGAPHE o «Estudo Prévio de Arquitectura», tendo-se gasto para esse efeito a soma de 5.572.320$00 = € 27.794,61. Estimava-se também nessa data o custo global da obra, superior a 1.500.000.000$00 (um milhão e quinhentos mil contos), conforme cálculo do IGAPHE. Muito dinheiro, sem dúvida (hoje será certamente bastante mais), justifi­cado pela complexidade do empreendimento e infelizmente em desproporção com a pobreza da Paróquia e do meio.

Era absolutamente necessário encontrar fontes de financiamento e, para tanto, urgia avançar com os projectos finais para atingir o licenciamento da obra. Mas... em 1998, só o Projecto, custaria cerca de 50.000.000$00 (€249.398,95) e, com todos os compromissos pendentes, não restava outra solução a não ser abrandar: antes de tudo, estava em causa garantir o cumprimento dos compro­missos assumidos quanto à aquisição dos terrenos a par com as despesas contínuas de manutenção do existente que se vai degradando, exigindo obras contínuas de reparação. No ano 2000 a Paróquia teve de fazer grandes obras de restauro, que ultrapassaram os 12.000.000$00, (€ 59 855,75) para reparar os enormes estragos provocados pela degradação de materiais, actos de vandalismo e assaltos vários. Mas para tudo isso é necessário obter fontes de financiamento, e a verdade em todo este complicado processo, como Pároco responsável por todo ele, não sei qual terá sido a decisão mais dura a tomar: se, quase temerariamente, ter posto tudo em marcha mesmo sem recursos e confiando na Providência, ou se ter mandado parar os Estudos Técnicos, por falta de verbas para os pagar, quando o que mais urgia era poder acelerar e dar uma resposta final à população carenciada e sempre a crescer naquela zona, onde se antevê e se acompanha um futuro tão promissor. Hoje vai-se tornando já um grande centro de culto no meio duma população carenciada a crescer continuamente, onde as crianças são a sua grande esperança. Está aberto o caminho, não falte ousadia para o percorrer.

 

Estudo prévio do CENTRO SOCIAL PAROQUIAL e CENTRO DE CULTO

da Quinta de S. Francisco de Borja

 

O estudo prévio já aprovado, teve em conta que a zona envolvente é ocupada por famílias de fracos recursos económicos e as infra-estruturas de apoio à terceira idade, jovens e crianças, são manifestamente insuficientes, exigindo uma resposta rápida que acompanhe o crescimento da população.

Tal resposta acontecerá com a criação das instalações definitivas não ape­nas do Centro Social Paroquial de Cristo Rei que agora dispõe de instalações provisórias, mas também das estruturas da futura Paróquia que urge desmembrar da Paróquia de Cristo Rei, de que por agora faz parte.

Sumariamente e como informação, a obra prevista para S. Francisco de Borja terá a dimensão e as estruturas que a seguir se descriminam:

 

A – Centro Social Paroquial

 

1) A Direcção do Centro

Hall – Inst. Sanitárias – Secretaria e arquivo – Gabinete da Direcção – Gabinete de apoio (para técnica de serviço Social) – Sala de reuniões – Circulação e acessos.

 

2) Infantário (capacidade para 156 crianças)

Vestíbulo – secretaria – Gabinete de Direcção – Sala de reuniões – 3 salas para ber­çário – Copa de leites – Inst. sanitárias para bebés – 6 salas de infantário – instalações sani­tárias para crianças – Refeitório – quarto de isolamento – pequena enfermaria – Instalações sanitárias para adultos – Zona coberta ao ar livre – Zona de Jogos – Circulação e acessos.

 

3) Apoio à terceira idade (Centro de dia)

Hall – Inst. sanitárias – Salão de actividades – refeitório – circulação e acessos.

Apoio Médico

Hall de espera – recepção e secretaria – dois gabinetes médicos – enfermaria – cir­culação e acessos.

 

4) Lar de terceira idade (Capacidade aproximada para 36 residentes)

Hall – Inst. sanitárias – duas salas de estar – 18 quartos duplos com instalações sanitárias privadas – circulação e acessos.

 

5) Habitação de Irmãs (adaptação da construção existente)

Vestíbulo – Sala de Estar – 3 quartos com instalações sanitárias privadas – cozinha – lava­bos – sala comum – circulação e acessos (ligação ao lar de terceira idade).

 

6) Área Polivalente

Hall – Salão polivalente para apoio ao infantário e terceira idade (espectáculos, cinema, ginásio, reuniões, etc.) bar e Inst. sanitárias de público – 4 camarins e insto sanitá­rias – guarda roupas – arrecadação – biblioteca de apoio à terceira idade e jovens – circula­ção e acessos.

 

B – Serviços Gerais de Apoio

 

Cozinha de apoio aos refeitórios do infantário e terceira idade – dispensa com uni­dade de frio – arrecadação de viveres – lavandaria – arrecadação – estacionamento.

 

 

C – ÁREA DE CULTO

 

Hall – IGREJA com capacidade para cerca de 900 pessoas – sacristia com instalações sanitárias – gabinete de Pároco – 2 gabinetes de apoio a paroquianos, etc.

Capela mortuárias – Hall – 3 capelas mortuárias – arrecadação – Inst. Sanitárias.

 

Obs. 1. A catequese e os escuteiros ocuparão as áreas da actual Igreja e o espaço já actualmente a eles reservado.

 

Obs. 2. Trata-se de um "Estudo Prévio", o que significa que poderá haver algu­mas alterações julgadas convenientes.

 

Obs. 3. É manifesto que, numa descrição tão sumária, é impossível dar uma ima­gem da complexidade e grandeza do projecto.

Note-se, por exemplo, que sob quase todo o complexo existe estacionamento em cave a diferentes cotas, o que sendo uma exigência, se toma simultaneamente um factor de agravamento de custos que não pode ser evitado.

 

 

III. Natureza e evolução do Centro Social Paroquial de Cristo Rei

 

É uma Instituição Particular de Solidariedade Social, não lucrativa, criada por iniciativa  da Fábrica da Igreja Paroquial de Cristo Rei-Pragal sob proposta do então pároco Pe. José Afonso Marques Pinto, SJ. erecta canonicamente por decreto do Bispo da Diocese de Setúbal que se rege por Estatutos próprios aprovados pelo Bispo D. Manuel Martins em 20 de Março de 1985, com o objectivo de prestar apoio à população mais carenciada da Paróquia. A1ª Direcção de 5 elementos voluntários foi aprovada pelo Bispo Diocesano em 28 de Maio de 1985.

É um serviço da Paróquia como comunidade cristã, devendo assim proporcionar, com respeito pela liberdade de consciência, formação cristã aos seus utentes.

Iniciou as actividades em 26 de Janeiro de 1986, com as Valências de Jardim de Infância e A.T.L. com 50 e 30 crianças respectivamente e 12 funcionárias, em lojas adaptadas e cedidas em regime de comodato pelo IGAPHE, situadas na Rua da Bela Vista e Rua do Lago no Bairro Branco (Monte de Caparica) do Ex-Fundo de Fomento de Habitação construído nos anos 80 para realojamento da população vinda de barracas de Lisboa e Almada e de famílias oriundas das ex-colónias ultramarinas.

Actualmente tem acordos com a Segurança Social, abrangendo 650 utentes, distribuídos por Berçário, Creche, Jardim de Infância, ATL, Apoio Domiciliário e Centro Comunitário com Espaços Jovens, Atendimento e Acompanhamento Social e Psicológico, Rendimento de Inserção Social, Animação Sócio cultural, dispondo de um Quadro de pessoal composto por 66 trabalhadores e uma Direcção de 5 elementos voluntários em conformidade com os Estatutos.

Com o implemento de novas urbanizações de habitação social, a partir de meados dos anos 90      (Três Vales, Dunas, Quinta do Valdeão, Cooperativas e Filipa de Água) a população residente na Encosta Sul do Plano Integrado de Almada (Monte de Caparica) foi crescendo e o Centro não tem já capacidade para responder às constantes solicitações de apoio social, devido à exiguidade das instalações de que dispõe.

É de notar que nesta zona se verifica uma notória escassez de espaços públicos e de equipamentos sociais de apoio à família, o que naturalmente exige mais resposta por parte do Centro.

Está prevista a adaptação de espaços cedidos pela CMA na Praceta António Gião para a criação do Centro Comunitário dos 3 Vales, assim como a construção pela Paróquia de novas instalações para o Centro e para o Culto na Quinta de S. Francisco de Borja, conforme o Estudo Prévio, já aprovado pelo IGAPHE em 23 de Março de 1998, e que aguarda a disponibilização do financiamento indispensável à sua execução.

Atendendo a que ficam sempre crianças em lista de espera, (só no ano 2003/04 ficaram 58), a Paróquia em 19 de Dezembro de 2002 adquiriu 4 lojas pelo valor de €134 570,16 contíguas às cedidas pelo IGAPHE ao Centro Social Paroquial. O avançado estado de degradação em que se encontravam exigia obras dispendiosas que não foi possível até agora executar. Apenas se fizeram algumas obras exteriores para dignificação do ambiente, aguardando-se apoio financeiro para as obras de interior que virão aumentar a capacidade de resposta do Centro.

 

 

Evolução do Centro Social Paroquial de Cristo Rei

 

 

 

             V        A        L        Ê        N        C        I        A        S

       P   E   S   S   O   A   L

ANO

Berçário

Creche

J.Infância

A T L

AP.Domic.

C.Comunit.

TOTAL

QUADRO

POC

TOTAL

1986

 

 

50

30

 

 

80

2

10

12

1987

 

 

50

30

 

 

80

4

8

12

1988

 

 

65

30

 

 

95

6

6

12

1989

 

 

65

30

 

 

95

12

 

12

1990

 

 

65

30

 

 

95

12

2

14

1991

 

20

65

50

 

 

135

14

4

18

1992

 

30

70

70

 

 

170

17

4

21

1993

 

30

70

70

 

 

170

18

3

21

1994

 

30

70

70

 

 

170

20

4

24

1995

 

30

70

70

 

100

270

25

6

31

1996

10

30

85

70

 

175

370

31

8

39

1997

10

30

85

70

 

200

405

39

12

51

1998

10

30

95

70

 

275

480

40

13

53

1999

10

40

95

110

 

325

580

46

10

56

2000

10

40

95

100

30

375

650

54

8

62

2001

10

40

95

100

30

375

650

58

6

64

2002

10

40

95

100

30

375

650

62

2

64

2003

10

40

95

100

30

375

650

64

2

66

2004

10

40

95

100

30

375

650

64

3

67

2005

10

40

95

100

30

375

650

66

1

67

 

 

 

IV. Apoio Fraterno

 

 

Dentro do espírito do Centro Social mas com autonomia própria, foi criado em 1984 o Apoio Fraterno, fruto da disponibilidade generosa de um grupo de voluntários para atendimento de pessoas e a ajuda da cotização daqueles que se inscreveram para apoio em dinheiro. Tinha como intuito a ajuda das pessoas mais carenciadas, mantendo um serviço de visita aos doentes, ajuda às famílias em dificuldade, distribuição de roupas, medicamentos e ali­mentos fornecidos no âmbito do Programa Comunitário de Ajuda a Carenciados do Cen­tro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Setúbal. Com o tempo essa activida­de foi-se estendendo muito além da Paróquia respondendo a solicitações diversas com envio de vestuário, calçado, brinquedos, material escolar, medicamentos devidamente seleccionados, para a AMI, Cruz Vermelha, JRS (serviços Jesuítas aos Refugiados), Betel, Comunidade Emaús, casa do gaiato de Malange e ainda para Timor, Cabo Verde, Angola, Moçambique, S.Tomé, etc.

Infelizmente o espaço de que se dispunha era o mais inadequado possível, não só por escassez de instalações, mas também e sobretudo, por ter que conviver de forma de­gradante com o espaço de Culto da Capela das Torcatas.

Era necessário ultrapassar essa situação dignificando o espaço de Culto, sem sacrificar o apoio fraterno e proporcionando antes melhores condições físicas. Tendo aparecido a oportunidade de poderem ser adquiridas quatro lojas muito degradadas pelo abandono de muitos anos, contíguas às actuais instalações do Centro Social na R. da Bela Vista, a Paróquia devidamente autorizada pela Diocese fez a compra das lojas 14A, 14B, 16A e 16B pelo valor de € 134 570,16 = 26 978 894$00. Esta aquisição só foi possível com a ajuda generosa da Câmara Munici­pal de Almada que nos fez a doação de 10 000 000$00= € 49 879, 79 e com um emprés­timo de igual valor sem encargos, que estamos a pagar em prestações anuais conforme combinação prévia.

Com a ajuda de voluntários, conseguiu-se a reparação suficiente da loja 14B para sede deste serviço, e o Prior fez Bênção e inauguração das novas instalações a 02/11/03, conferindo também o mandato aos 12 voluntários que se prontificaram para continuar a estar disponíveis junto das mais de 250 famílias inscritas, num total de mais de 800 pes­soas.

Falta ainda, no entanto, conseguir verbas para a recuperação total das salas (lojas) que se destinam também à ampliação das actividades do Centro, particularmente com crianças em lista de espera, lista essa que atingiu no ano passado 58 que não foi possível admitir.

A "Capela de Nª Sª de Fátima" (Torcatas) voltou a estar disponível, na sua pobreza, para aquilo para que serve uma Capela: para culto e actividades afins.

 

 

 

(Texto redigido em Abril de 2004, a partir de diversos nºs do Boletim Paroquial “Mãos Dadas”)

 

Padre José Vicente Martins, sj., Pároco